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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Conversando com os amigos

        Nos dias que se seguiram acabei ficando mais próximo do "ex ficante do motorista". No início foi por solidariedade pelo fato ocorrido na viagem de volta aquele dia. Descobri um cara simples, sincero e muito humilde! Nos tornamos amigos e descobri que ele já havia desencanado de tudo que acontecera. Mas sei que mesmo que isso seja verdade, lá no fundo ficou uma mágoa. Pode até ser pequena, mas existe e vai permanecer ali por algum tempo. Percebi isso nas conversas divertidas que tivemos. Esse meu novo amigo morava no mesmo bairro que eu e após uma visita à sua casa em um dia da semana que não me lembro exatamente qual, provavelmente um sábado ou domingo, encontrei uma amiga dos tempos de escola, a qual não via há muito tempo. Super por acaso. Ficamos então, conversando e rindo das palhaçadas daquele tempo bom que não volta mais. Das conversas, das brigas, das colas nas provas, dos trabalhos em grupo e de toda a rotina estudantil. Relembramos pessoas que não víamos há bastante tempo e também deixou saudade. Os amores, as desilusões, os professores...
        Anoiteceu muito rápido aquele dia e acho que depois de umas duas horas, encerramos o papo e prometemos nos encontrar mais vezes pra matar a saudade. Um pouco mais da saudade. fui embora e ainda pelo caminho acabei parando outra vez para conversar. Dessa vez com meu "amigo gay" que seguia até a casa de alguém para fazer cabelo e maquiagem de mais dois alguém. Essa parada foi rápida e eu praticamente só ouvi ele dizer que estava apaixonado pelo garoto de São Paulo. 
        "- Nossa, mas já?!" - Perguntei surpreso e sem reparar na gafe que cometia, ainda insisti:  "- O que você beijou na Parada por último?"
        Ele me fuzilou com o olhar e confirmou com a cabeça afirmativamente. Em seus pensamentos com certeza se perguntava que moral eu tinha pra falar sobre se apaixonar rápido demais ou insinuar qualquer coisa sobre beijar várias pessoas, afinal eu me dizia apaixonado até praticamente uma semana atrás. O "gatchinho" também não fez nenhuma questão de esconder o lance do beijo quádruplo e espalhava pra todo mundo que havia me pegado. Ele se despediu em seguida dizendo que estava atrasado e foi embora pedindo para que eu fosse até sua casa qualquer hora para conversarmos mais. Ainda gritou do outro lado da rua que na semana seguinte estaria cheio de coisas pra fazer no trabalho e provavelmente chegaria tarde em casa. Pensei em gritar que eu entraria em semana de provas finais na faculdade e também estaria bastante ocupado, mas ele seguiu em frente e não olhou pra trás. Logo o perdi de vista.

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