Voltar pra casa após um dia na Parada Gay de São Paulo sem sentir uma pontinha sequer de depressão pós-parada é bem difícil. Eu afundei numa fossa destruidora ainda no caminho. Conseguimos sobreviver à loucura e confusão que estava toda aquela região da cidade, pegar o carro no estacionamento e seguir viagem. Estava um pouco tarde e misturado ao clima apimentado e quente que rolava, havia também uma grande tensão. Algo tinha acontecido e as emoções e hormônios pareciam nos dominar. Enquanto beijava o garoto que insistia em me chamar de "gatchinho", também no banco de trás do carro agora estava o ficante do motorista. E na frente estava meu amigo gay, talvez para evitar discussões entre o casal que passara o dia todo com cara de quem não estava curtindo nada daquilo. Tá, eles deviam ter brigado e agora estavam evitando se olharem. Estava me lixando. Mal os conhecia. Tentei puxar conversa pra ver se aliviava a tensão que pairava no interior do veículo. Perguntei sobre o garoto que meu amigo gay beijara e ele só me respondeu que "foi legal". Desconfiei daquela resposta. O cara foi gritando, rindo e falando sem parar e na volta, apenas um "foi legal"? Como assim? Tentei encará-lo pelo espelho mas não obtive sucesso. Porém, percebi logo que algo estava acontecendo. Naquele exato momento, além de um certo flerte entre ele e o "motorista", a cara incrédula e furiosa do que agora talvez fosse "ex-ficante do motorista", que já percebera o que rolava a frente. Clima quente mesmo. Nem enxerguei a mão do meu amigo. Vi que estava dentro da calça do cara. Movimentos lentos masturbavam-no e desviei a vista para tentar analisar a situação. Achei que fosse rolar o maior quebra pau ali.
Mais uns quilômetros a frente e o carro parou. Achei que alguém fosse descer para mijar e permaneci onde estava. O "gatchinho" me beijava e começou a alisar meu pênis por fora da calça. Eu estava excitado. De repente me vi no carro com o cara me agarrando e o "ex-ficante do motorista" de cara feia ao lado. Coitadinho dele! Do lado de fora ouviu-se uns gemidos suspeitos e então vi que o negócio estava ainda mais complicado do que uma punheta pra finalizar a viagem. Estavam transando lá fora. Ficamos alguns minutos parados até finalmente o novo casal voltar para seguirmos viagem. A dor que aquele garoto sentiu vendo tudo aquilo era totalmente inexplicável. Eu me sensibilizei demais com a traição sofrida por ele. Meu "amigo gay" e o "motorista" foram totalmente mau-caráter. Aprontaram uma sacanagem e fingiram que nada havia acontecido. Fingiram não, apenas permaneceram como se nada tivesse acontecido. Foi uma sacanagem nua e crua. Com direito a penetração e gozo!

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