Total de visualizações de página

quarta-feira, 28 de março de 2012

Sim, eu brochei.

O Gatchinho me convidou pra ir na casa dele ver um filme. Estaríamos sozinhos aquele dia e mesmo com muita vontade de recusar acabei concordando. Eu não estava a fim dele. Não queria nada. Estava apaixonado pelo meu primeiro amor. Ainda. A verdade é que olhar pra cara dele fazia me arrepender profundamente por te-lo beijado a primeira vez. Ouvir sua voz feia e escandalosamente insuportável me irritava. E de verdade, o beijo dele começava a me dar nojo.
Para dar um toque de fracasso maior à noite, chegando na casa que na verdade era da irmã dele, me deparei com dois dvds. Títulos: Harry Potter e alguma coisa, Harry Potter e o prisioneiro de algum lugar. Tentei argumentar que não havia lido ou assistido qualquer um da série, mas nem me deu bola. Parecia tão empolgado com tudo. Enquanto eu só queria ir pra casa.
Antes do filme, fizemos um lanchinho para aliviar a fome. A minha era gigante por sinal. E na hora do filme uma pipoca para criar um falso clima de cinema e romance. Meia hora foi suficiente para eu não conseguir me segurar e fazer o primeiro muxoxo de reprovação. Tédio absurdo. Ele percebeu e passou a agir de maneira a transformar o "cinema" em "motel". Começou me beijando, me abraçando, me apalpando e nenhum sinal de ereção. Me lambia, chupava e nada do meu pinto subir.
Talvez até estivesse se achando sexy quando começou a tirar a própria roupa. Logo em seguida arrancou a minha. Achei que fosse rasgar de tanta pressa. E meu pinto não subia. Fiquei sentado no sofá me sentindo pressionado por meu cérebro a iniciar um crescimento peniano urgente! Mas parecia inútil. Quando ele ajoelhou-se no chão e ficou "cara a cara" com o adormecido eu me senti humilhado. Delicadamente ele começou a me chupar. Ao menos isso ele fazia bem. Lentamente comecei a ficar excitado, mas ainda não o suficiente para um penetração. E quase desesperado por ver tudo ir por água abaixo, ele fez a besteira de perguntar se eu queria que me comesse. Com essas palavras. Exatamente com essas palavras. Me comer! Só não dei na cara dele por que o boquete estava melhorando a situação lá embaixo. Sorri impaciente e fiz que não com a cabeça de cima. Em seguida, puxei sua boca até a cabeça de baixo.
O gatchinho tentou. Esperançoso. Fez tudo que podia. Ficou com cãibras e dores no maxilar. Do sexo oral nós não podíamos reclamar. Foi gostoso. Pena que só de imaginar penetrando outro buraco eu brochava. E brochei. Não rolou mais nada aquela noite. Nadinha. Nem o filme terminamos de ver. No final das contas eu parei com a neura de que havia deixado a desejar. Não falhei por que quis. Falhei por que ele não me fez sentir tesão suficiente. Ele não me excitava. Pronto. Uma coisa me deixou feliz naquela noite brochante. O pinto do gatchinho. Sim, fiquei feliz em perceber que o dele mesmo ereto o tempo todo era menor que o meu.

terça-feira, 6 de março de 2012

O encontro da internet

Quem diz nunca ter conhecido alguém através da internet é um mentiroso ou excluído da era digital. Principalmente se for gay. É mais provável que esteja mentindo. É extremamente fácil achar sexo nos sites de bate papo. Aliás, só tem isso na grande maioria deles. Fica cansativo arriscar uma conversa com qualquer pessoa que não tenha essa intenção.
No meu primeiro encontro marcado com alguém do chat eu esperava ilusoriamente encontrar um príncipe encantado. O papo era inacreditavelmente interessante e maduro. Não demorou para nos adicionarmos no msn e prolongar os assuntos por mais de três horas. O cara era fantástico! Cinco anos mais velho, trabalhava, estudava, tinha carro, era simpático e também queria me conhecer. Não parecia um assassino que me enganara todo o tempo, me espancaria e queimaria meu corpo em seguida. Mesmo eu ainda sendo menor de idade, ele topou me encontrar no dia seguinte. Eu não teria aula por algum motivo e depois do serviço o encontrei para irmos comer algo em algum lugar. Eu tinha em mente que iria apenas conhecê-lo e comeríamos algo. De forma alguma um ao outro. Precisava manter minha virgindade intacta, ainda.
O nome dele era igual ao de um cantor sertanejo de uma dupla que fazia bastante sucesso na época. E quando nos encontramos não consegui olha-lo sem lembrar da dupla. Tinha que ser logo de uma dupla sertaneja? Nossa trilha sonora estaria condenada. Tragédia. Podia se chamar Rick Martin, sei lá... Até Daniel seria melhorzinho. Mesmo me lembrando João Paulo e Daniel. O negócio é que o nome dele realmente me incomodava. Fomos em uma pizzaria e quase não paramos de falar durante toda a noite. Havia um certo fascínio em mim enquanto o fitava e ouvia algumas histórias de vida. Se eram verdadeiras já não sei, mas que ele parecia muito inteligente, romântico e sensível isso parecia. Talvez fosse um grande ator. Estava mesmo me empolgando com ele. Fisicamente não mostrava muitos atrativos, mas também não era de se jogar fora. O problema estava no nome dele.
" - Você gosta de Chitãozinho e Xororó?"- Perguntei sem perceber que aquilo poderia soar como uma ofensa.
E ele pareceu mesmo ofendido. Ainda me respondeu com outra pergunta:
" - Está perguntando isso por causa do meu nome?"
Fiquei sem graça e mudei de assunto. Ele insistiu em dizer que muita gente perguntava se o nome dele tinha mesmo algo a ver com o cantor. Nessa hora eu provavelmente estava muito ruborizado.
Terminamos de comer e quando estávamos no carro, ainda saindo do estacionamento ele me perguntou sem rodeios se eu não lhe daria sequer um beijo. Claro que eu tinha planos de beijá-lo. Vários beijos. Só tinha em mente que se surgisse a possibilidade de acontecer algo mais eu cairia fora. Pretendia beijá-lo sim, mas fiquei tão travado com a pergunta direta dele que respondi apenas "talvez". Percebi pela cara que fez que não gostou de ouvir aquilo. Seguimos conversando no carro até chegarmos perto da minha casa, do outro lado da cidade. Achei que seria mesmo muito desagradável da minha parte agradecer simplesmente e descer do carro. Então, nos atracamos desesperadamente durante uns dez minutos. Até ele pegar minha mão e a levar junto ao seu pênis. Percebi que seu membro era grande e parecia bem excitado. Puxei minha mão rapidamente e encerrei os beijos em seguida. Enquanto eu me despedia, fui abrindo a porta e saindo do carro. Ele estava nitidamente incrédulo e sem entender o porquê daquilo. Me senti ridiculamente puritano, mas tinha decidido não deixar nada acontecer. Ele tinha o número do meu celular e o meu e-mail do messenger, mas nunca mais o vi. Só ouvi seu nome quando a dupla aparecia em algum programa na  televisão.
Vídeo de uma dupla sertaneja que fazia muito sucesso na época.