O Gatchinho me convidou pra ir na casa dele ver um filme. Estaríamos sozinhos aquele dia e mesmo com muita vontade de recusar acabei concordando. Eu não estava a fim dele. Não queria nada. Estava apaixonado pelo meu primeiro amor. Ainda. A verdade é que olhar pra cara dele fazia me arrepender profundamente por te-lo beijado a primeira vez. Ouvir sua voz feia e escandalosamente insuportável me irritava. E de verdade, o beijo dele começava a me dar nojo.
Para dar um toque de fracasso maior à noite, chegando na casa que na verdade era da irmã dele, me deparei com dois dvds. Títulos: Harry Potter e alguma coisa, Harry Potter e o prisioneiro de algum lugar. Tentei argumentar que não havia lido ou assistido qualquer um da série, mas nem me deu bola. Parecia tão empolgado com tudo. Enquanto eu só queria ir pra casa.
Antes do filme, fizemos um lanchinho para aliviar a fome. A minha era gigante por sinal. E na hora do filme uma pipoca para criar um falso clima de cinema e romance. Meia hora foi suficiente para eu não conseguir me segurar e fazer o primeiro muxoxo de reprovação. Tédio absurdo. Ele percebeu e passou a agir de maneira a transformar o "cinema" em "motel". Começou me beijando, me abraçando, me apalpando e nenhum sinal de ereção. Me lambia, chupava e nada do meu pinto subir.
Talvez até estivesse se achando sexy quando começou a tirar a própria roupa. Logo em seguida arrancou a minha. Achei que fosse rasgar de tanta pressa. E meu pinto não subia. Fiquei sentado no sofá me sentindo pressionado por meu cérebro a iniciar um crescimento peniano urgente! Mas parecia inútil. Quando ele ajoelhou-se no chão e ficou "cara a cara" com o adormecido eu me senti humilhado. Delicadamente ele começou a me chupar. Ao menos isso ele fazia bem. Lentamente comecei a ficar excitado, mas ainda não o suficiente para um penetração. E quase desesperado por ver tudo ir por água abaixo, ele fez a besteira de perguntar se eu queria que me comesse. Com essas palavras. Exatamente com essas palavras. Me comer! Só não dei na cara dele por que o boquete estava melhorando a situação lá embaixo. Sorri impaciente e fiz que não com a cabeça de cima. Em seguida, puxei sua boca até a cabeça de baixo.
O gatchinho tentou. Esperançoso. Fez tudo que podia. Ficou com cãibras e dores no maxilar. Do sexo oral nós não podíamos reclamar. Foi gostoso. Pena que só de imaginar penetrando outro buraco eu brochava. E brochei. Não rolou mais nada aquela noite. Nadinha. Nem o filme terminamos de ver. No final das contas eu parei com a neura de que havia deixado a desejar. Não falhei por que quis. Falhei por que ele não me fez sentir tesão suficiente. Ele não me excitava. Pronto. Uma coisa me deixou feliz naquela noite brochante. O pinto do gatchinho. Sim, fiquei feliz em perceber que o dele mesmo ereto o tempo todo era menor que o meu.

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