Apesar de ser tudo recente e novo e de ter ficado com outras pessoas, ainda amava meu primeiro amor. Intensamente. Era com ele que queria ficar, estar junto. Passar mais tempo aprendendo e vivendo a vida. Desabafei para algumas pessoas no estágio e ouvi criticas. Contei o que estava sentindo e tudo que acontecera. Me disseram para parar de besteira e seguir em frente. Chorei. Não só por não estar com ele, mas por perceber que me apaixonara demais e ainda gostava dele. Ainda precisava dele. Sim, eu estava novo. Havia muito para viver e aprender. Mas a ansiedade e desespero não me deixavam viver um dia de cada vez, ocupar a cabeça com outras coisas, ao contrário. Largava tudo para pensar nele. Sofrer por ele.
E como lidar com a rejeição? Como agir nessa situação em que se descobre gay, se apaixona loucamente e o cara mesmo mais experiente parece mais confuso que você? Talvez essa minha descoberta e aceitação da sexualidade tenha sido rápida demais, o que não é de forma alguma ruim, mas e para pessoas complicadas e neuróticas como meu primeiro amor? Nunca daria para entender como ele pensava, do que tinha medo. Lembrar dele me trazia um leve pesar no peito. Doía imaginar o fim ou perceber o quão tolo eu fora em diversas situações. Poderia ter sido mais firme, mais direto, mais amoroso, menos frio e menos medroso. Como me fazia mal ama-lo daquela forma... Ainda gostar tanto de alguém que eu sequer sabia o que pensava. Se gostava ou ainda queria me amar. Afinal, de minha parte sim, ainda existia muito amor!

O amor é tão complexo né? E quando somos por ele maculado, há quem diga que jamais o esqueceremos. Talvez há verdade nisso. Mas tudo muda! nem mesmo os passarinhos são capazes de ficar no mesmo linho por muito tempo. Até o próprio caminho muda. E quando somos afligidos pelo amor, talvez seja isso necessário, para que possamos sobreviver e continuar em frente. Criamos uma espécie de anticorpos. E novos amores sempre virão. É o que eu acredito!
ResponderExcluirParabéns pelo texto!
Obrigado pelo comentário lá no Poesia Três Potes. Gostei de suas palavras!
Um forte abraço!
(Seguindo o blog. Acho poético o termo Bandoleiro Gay e claro, o que você escreve.)
Sim, complexo e indecifrável! E mesmo com tudo que acreditamos e sabemos sobre o amor, ainda será impossível compreendê-lo. Ou talvez ele seja tão simples que parece ser impossível acreditar. Obrigado pelo carinho! Muito feliz com suas palavras! Só discordo do poético. Ou se for, passa longe das suas lindas palavras em Poesia três Potes!
ExcluirUm grande abraço do fã aqui!
O bandoleiro gay!