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terça-feira, 17 de abril de 2012

Bullying no concurso público ( Final )

     Não errei a direção da sala na segunda vez. Faltavam quinze minutos para o início da outra parte da prova e ao entrar, percebi que a mesma estava bem vazia. A fashionista não apareceu. O marrento também não deu as caras. Todos os japoneses retornaram e para minha alegria o gostosão também já estava. Duas fileiras ao lado. Braços fortes, peitoral bem definido, bunda deliciosa e que pernas eram aquelas? O cara era um Deus! Estava de bermuda e mostrava parte das coxas lindas... Tão lindas que a cara de louco dele pouco importava! Devia estar babando, tentando enxergar o volume entre suas pernas. Uma vontade desesperadora de ir até ele, arrancar sua bermuda, ficar de joelho e me acabar no sexo oral! Cheguei até a ficar levemente excitado só de olhar o cara. Aquilo era um abuso! Como conseguiria me concentrar nas questões com aquele gato logo ali? O que eu sofria ali também era bullying! Tinha que ser tão gostoso?
     Quando autorizados a começar a prova, percebi que minhas chances reais de obter uma boa classificação entre as 3500 inscritas eram maiores, uma vez que quase metade das pessoas desistiram. As questões da parte da tarde também estavam muito difíceis. Me arrependi profundamente de tão ter estudado nada e ainda cheguei a conclusão que salário alto em cargos públicos é sinal de depressão e crise existencial naquele momento. Me senti muito mal. Um verdadeiro escroto, verme! Minha vontade era entregar aquela merda em branco e sair correndo. Ainda tava passando vontade com o bonitão ali... Quase dei um grito, mas me controlei, imaginando o bullying que receberia logo em seguida. E se me convidassem pra sair da sala? Pode gritar em concurso público? No meio da prova? Enfim, fiquei quietinho rachando a mente para tentar acabar logo o sofrimento. Outra vez fui um dos últimos a terminar. A redação foi a pior parte. Foi horrível! Fui horrível também. Tenho certeza que se chegar a ser corrigida vai zerar. Devo ter passado longe do tema, acho até que nem falei coisa com coisa... Mas naquele momento eu queria mesmo era ir logo embora pra minha casa. E não é que o tesão terminou a dele no mesmo instante que eu? Que fofo! Entregou o gabarito, pegou as canetas e saiu, logo na minha frente. Vontade de meter a mão na bunda, apertar! Ai, ai... Logo à frente encontrou uma amiga e saíram comentando as questões. Enquanto eu caminhei devagar com dor de cabeça, fome e me sentindo destruído. Me sentindo estuprado...

2 comentários:

  1. Isso tudo que você contou me lembrou muito uma prova de competência que eu fiz pro IBEU há uns 10 anos atrás: também tinha 2 fases no mesmo dia (uma escrita e uma oral) e também não consegui passar. Também, confesso que nem estudei muito antes da prova.
    Mas acho que o que pesa mais quando a gente faz essas provas nem é tanto a parte psicológica que tá estressada, é mais a parte física mesmo. Depois de umas 2 horas na mesma posição, debruçado em cima da prova, o lado físico começa a reclamar, né? No final a gente já tá respondendo qualquer coisa e pensando mais em terminar pra ir embora logo. E muitas vezes é por isso que a gente é reprovado.

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    1. É realmente muito desgastante fisicamente. Você quer ficar confortável na cadeira dura, mas não há jeito. A coluna dói. Tenta esticar as pernas, deita na carteira, cruza as pernas embaixo da mesa, dores no pescoço, a bunda até chega a formigar... Um martírio!

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