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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ele só queria me comer! ( Final )

     Eu nunca disse que sou ou fui santo, apenas sou um pouco mais medroso do que deveria ser. O cara era ex de um amigo que estava quase todos os dias comigo, muita gente nos viu saindo juntos da festa, o dono da carona me viu descer na esquina da casa dele... Como não ter medo que virasse um problema? Também não dá pra negar que eu também queria. Queria muito. E não podia. Aí juntou também o medo e nervosismo  por ser minha primeira vez. O cara era experiente, charmoso, provavelmente bom de cama... Ficaria decepcionado com minha má desenvoltura na cama. Como agir? Deveria beijá-lo? Ele só queria sexo! Chegar na casa dele tirar a roupa e dizer "Vem, me come!" ou "Fica de quatro logo!"? Conversar? Haveria mesmo pizza? Enquanto andávamos devagar em direção ao abatedouro eu tentava ouvir meus pensamentos que estavam sendo atropelados pelas batidas do coração. Outra vez cogitei não seguir em frente e parei, mas ele me puxou novamente e disse que eu iria gostar. Da pizza. 
     Viramos a última esquina daquela rua e me deparei com o pequeno portão encostado. Tremi e perguntei se havia alguém em casa. Só consegui relaxar um pouco quando me disse que deixava mesmo o portão encostado por que estava quebrado e que estava morando sozinho há duas semanas. Quando o ex saiu de casa. Tomei um copo de água assim que me ofereceu algo para beber. Esperava que me lavasse o juízo e me desse força pra levantar e ir embora dali. Era loucura! Mas como estava a fim de cometer aquela loucura! E se ele risse quando eu tirasse a roupa? E se eu meu pau não subisse? Estava tão desesperado que nem percebi que ele ligou a TV e foi levar meu copo de volta pra cozinha. Permaneci imóvel algum tempo em dúvida até se estava respirando. Ele então sentou devagar ao lado e segurou em meu queixo devagar. Puxou-me pra si e me beijou. Um beijo bom. Não ótimo, inebriante, quente, sensual ou romântico. Um beijo comum de quem quer sexo por sexo. Ele então levantou-se, disse que iria comprar a pizza e me proibiu de sair de lá por qualquer motivo. Levaria dez minutos no máximo. Perguntou minha preferência e riu quando eu gaguejei a palavra calabresa. Saiu em seguida. 
     Era preciso pensar rápido. Ir embora? Pareceria ridículo! Nem deveria ter ido até lá. Ir embora e deixar um bilhete? Idiotice! Nem sabia onde tinha papel e caneta naquela casa. E se eu passasse um cheque? Eu nem estava preparado pra nada... E se dissesse que era ativo? Naquela loucura eu nem estava com tanto tesão assim, escolher papéis sexuais era demais. Ele devia ser ativo. Meu amigo era mais delicado que ele. Fiquei uns cinco minutos pensando essas coisas antes de correr para o banheiro. Sim, eu fui direto sentar no vaso sanitário. Não dava pra fazer porcaria de xuca nenhuma. Pra falar a verdade, quando tudo isso aconteceu, ninguém ainda havia me esclarecido o que a expressão significava. Sabia apenas que o bom seria fazer uma limpeza do reto antes da relação anal, mas também não dava pra fazer naquele momento. Que coisa, não? Era só ligar a gíria ao ato. Dar nome aos bois. Enfim. Estava eu tentando cagar em cinco minutos em uma casa estranha, onde o dono dela chegaria em breve e me enrabaria. Loucura! Óbvio que fiz força a toa. Não consegui nadinha. Lavei muito bem as mãos, me encarei no espelho e repeti três vezes em voz alta, "não vai doer, não vai doer, não vai doer. Nadinha." E lá estava eu sentadinho no sofá, como se nada tivesse acontecido quando chegaram, a pizza e ele, vinte minutos depois.
     Safado, veio até mim e disse que a pizza era sobremesa. Me agarrou com força e foi logo arrancando a roupa. Era tarde pra fugir. Quando seu pinto pulou pra fora já estava duro. Um pinto médio. No tamanho e na beleza. Quente e gostoso. Chupei. Procurei relaxar e não pensar em como estava ferrado para olhar meu amigo depois tendo trepado com o ex-marido dele. Quando comecei a me sentir a vontade, veio outro terremoto nas minhas emoções. Perguntou se eu era virgem. Balancei a cabeça que não e para tentar disfarçar disse que também não tinha tanta experiência. Será que eu estava chupando direito? Caprichei na mamada em seguida. Depois ele me chupou um pouco também e já pelados, deitamos no colchão que surgiu de trás do sofá. Sempre me beijando, deitou-se por cima e abriu minhas pernas. Pegou lubrificante e passou uma certa quantidade em mim. Pedi que passasse mais quando ele ia guardar. Já que ia  me comer, que não me fizesse sentir dor. Regular aquela porcaria de gel? Geladíssimo por sinal! Colocou a camisinha e ainda colocou um dedo dentro de mim antes de começar a penetrar. Que dor filha da puta! Achei que ia morrer! Enrijeci todos os músculos do corpo e bem devagar fui relaxando conforme me fazia carinho, beijava e penetrava mais. Logo entramos num frenesi muito bom e o entra e sai de pinto ficou alucinante! Sempre na mesma posição, gemi e dei com prazer na perda da minha virgindade! O que meu primeiro amor não quis fazer, o cara fez e muito bem! Quando gozou na minha barriga estava muito suado. Botei pra fora todo o esperma de uma vida inteira praticamente... Ficamos em silêncio uns dois minutos apenas e levantei apressado para tomar banho. Mesmo que quisesse entrar no chuveiro comigo, não permitiria. Sem maiores intimidades. Quando terminei, esperei ele tomar o dele e me despedi. Ele tentou me convencer a ficar mais um pouco para comer a pizza, mas pedi desculpas e recusei. Dei tchau e fui embora em seguida, já comido!

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